quinta-feira, 7 de junho de 2012

Randômico


Ando hoje por ruas
que nunca pensei em andar, 
falo com pessoas cujo rosto 
não consigo guardar, 
a vida tem se arrastado, 
e me levado com ela. 
Nestas ruas não se sabem os nomes
Das mulheres, das crianças, dos homens
As pessoas desconhecidas que andam 
Os velhos deixando ali seus cantos 
Perdido, não sei onde me deixo.


João Hesed e Caíque Pereira
"Eu vi pegadas na areia... De alguns pés, mas brilhantes que os meus. Eu vi pegadas na areia, que de tão iluminadas pelo sol, desconfio de sejam de Deus." João Hesed.

Uma das fotos tiradas por mim, cliquem para ampliar.

Pluralidade

Tantos desejos, motivos, ambições. O tempo se arrasta, corre, para. Não sei quem sou, para onde vou, porque estou. Sei que quero, duvido disso. Te amo, te odeio, te ignoro. Repito.
Certezas? Impossíveis. Acredito em momentos, momentos em que acreditamos ter as certezas em nossas mãos. E como somos presunçosos... Como nós, meros mortais, podemos ter a certeza das imortais incertezas da humanidade? Mas é tão bom ter certeza. A certeza de que existe, de que é errado, de que é certo, a certeza do amor... Ah, essa talvez seja a maior das incertezas. 
Entender-me é complicado, nem eu me entendo. Sou um conjunto de desejos, dúvidas, sonhos, valores... Tudo no plural, todo plural.


quarta-feira, 6 de junho de 2012

Infinita Highway


"A liberdade acompanhava o sol de fim de tarde, que a janela via, com anseio de entregar-se mesmo a suave brisa, que conduzia os caminhos de fora..." João Hesed

Essa é uma das minhas fotos. Cliquem para ampliar. 


Achismos 


Hoje eu acordei assim, sem achar. Não que eu não achasse, mas fingir não achar. Não quero o comprometimento e a responsabilidade do achar. Se me perguntarem na rua o que acho, responderei bobo: Não acho nada. Minha alma esta cansada de achar que tem as respostas. Respostas? Elas existem? Sim, começo a achar outra fez. E acho me aqui, parado, enquanto a vida lá fora passa.


Alguém parado a beira do caminho


Guardo em mim segredos que nem mesmo eu sei
O desejo de provar todas as sensações do mundo
Uma melancolia que é quase que parte do meu ser
A vontade de amar desesperadamente
E o medo
E por medo, como, durmo e... Nem vivo.




sexta-feira, 1 de junho de 2012


Festa

A felicidade me disse hoje a tarde que ela não viria, então eu chatiado, chamei a alegria e a loucura para me fazerem companhia. Dançamos, cantamos e bebemos em volta da fogueira que queimava minhas tristezas, pecados e remorosos. No fim da festa, no canto chorava, então, a loucura sussurrou no meu ouvido: "-Menino, levanta que o dia vem chegando."


Perdendo-se

Me solte, me deixe ir. Não posso mas continuar ao seu lado,
Me controlando, medindo meus passos... me deixe voar, me deixe errar, me deixe morrer. Minha alma nasceu livre, Deus me deu o mundo, um mundo desconhecido que quero provar, e daí que eu erre? Que meus passos sejam demasiadamente largos ou em direção ao errado? Onde estou é que não posso continuar, assim preso, assim amarrado, assim infeliz, assim tão assim sem vida.