terça-feira, 16 de julho de 2013

O passado do mundo 

Me fecho em silêncio, já não preciso dos barulhos de lá fora.
Me basto, espero a tempestade passar... A chuva que cai lá fora me lembra do passado do mundo.
E eu choro, por algo que nem me lembro...
Queria que as feridas paracem de doer, mas a dor, me deixa alerto. Agora quero as feridas abertas, quero que elas me lembrem de
lugares por onde passei, de quão longe fui, do que fui capaz ou incapaz, do passado do meu mundo.

quinta-feira, 7 de junho de 2012

Randômico


Ando hoje por ruas
que nunca pensei em andar, 
falo com pessoas cujo rosto 
não consigo guardar, 
a vida tem se arrastado, 
e me levado com ela. 
Nestas ruas não se sabem os nomes
Das mulheres, das crianças, dos homens
As pessoas desconhecidas que andam 
Os velhos deixando ali seus cantos 
Perdido, não sei onde me deixo.


João Hesed e Caíque Pereira
"Eu vi pegadas na areia... De alguns pés, mas brilhantes que os meus. Eu vi pegadas na areia, que de tão iluminadas pelo sol, desconfio de sejam de Deus." João Hesed.

Uma das fotos tiradas por mim, cliquem para ampliar.

Pluralidade

Tantos desejos, motivos, ambições. O tempo se arrasta, corre, para. Não sei quem sou, para onde vou, porque estou. Sei que quero, duvido disso. Te amo, te odeio, te ignoro. Repito.
Certezas? Impossíveis. Acredito em momentos, momentos em que acreditamos ter as certezas em nossas mãos. E como somos presunçosos... Como nós, meros mortais, podemos ter a certeza das imortais incertezas da humanidade? Mas é tão bom ter certeza. A certeza de que existe, de que é errado, de que é certo, a certeza do amor... Ah, essa talvez seja a maior das incertezas. 
Entender-me é complicado, nem eu me entendo. Sou um conjunto de desejos, dúvidas, sonhos, valores... Tudo no plural, todo plural.


quarta-feira, 6 de junho de 2012

Infinita Highway


"A liberdade acompanhava o sol de fim de tarde, que a janela via, com anseio de entregar-se mesmo a suave brisa, que conduzia os caminhos de fora..." João Hesed

Essa é uma das minhas fotos. Cliquem para ampliar. 


Achismos 


Hoje eu acordei assim, sem achar. Não que eu não achasse, mas fingir não achar. Não quero o comprometimento e a responsabilidade do achar. Se me perguntarem na rua o que acho, responderei bobo: Não acho nada. Minha alma esta cansada de achar que tem as respostas. Respostas? Elas existem? Sim, começo a achar outra fez. E acho me aqui, parado, enquanto a vida lá fora passa.


Alguém parado a beira do caminho


Guardo em mim segredos que nem mesmo eu sei
O desejo de provar todas as sensações do mundo
Uma melancolia que é quase que parte do meu ser
A vontade de amar desesperadamente
E o medo
E por medo, como, durmo e... Nem vivo.